Santa Catarina

santa catarina bandeira

 

Crédito: AA

Menor e menos populoso estado da Região Sul, Santa Catarina (SC) apresenta enseadas e muitas ilhas no litoral, planaltos a leste e a oeste e clima subtropical.

O estado recebeu grande influência dos imigrantes, principalmente portugueses, alemães e italianos, e registra, em 2010, a maior taxa de população branca do país, com 83,9%. A faixa litorânea inclui a capital, Florianópolis, e foi colonizada por açorianos. Por influência cultural, nessa região o pirão de peixe é o prato tradicional na culinária; no sul do estado, pratos de origem alemã; e a marrecada, no norte. O estado é grande produtor e exportador de camarão e ostras em cativeiro. A economia catarinense é forte e diversificada e destaca-se na agroindústria.

PANORAMA

Santa Catarina responde por 4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2010, que corresponde a 59,2% de serviços, 34,1% da indústria e 6,7% da agropecuária. Os produtos de maior valor exportados são carnes (de aves e suínos), móveis, motores, tecidos e confecções.

A estrutura fundiária é de pequenas propriedades, e o estado é grande produtor de milho, arroz, soja, cana-de-açúcar, mandioca, banana e maçã e possui o maior rebanho suíno do país.

Além da agroindústria, no oeste, há polos industriais diversificados em todo o território: têxtil, motores e metalurgia no norte e cerâmica e mineração no sul. O estado possui jazidas que abrigam mais de 10% do carvão mineral do país, explorado principalmente em Criciúma e em Tubarão. Em torno de Joinville, no norte, estão instaladas fábricas de móveis e de material de construção.

TURISMO As praias, ao longo de 561 quilômetros de costa, são um dos destinos preferidos dos turistas. A capital, Florianópolis, é o principal polo de atração, seguida por Garopaba (sul) e Balneário Camboriú (norte). Na região de Lages, no Planalto Catarinense, crescem o turismo de inverno e o rural. Os municípios de São Joaquim e Urupema atraem visitantes no inverno, quando ocasionalmente neva.

POPULAÇÃO O PIB per capita catarinense é de 24.398 reais em 2010, o mais alto da Região Sul. A taxa de alfabetização, de 96,1%, é a quarta mais alta do país em 2011.

O Índice de Desenvolvimento Humano – 0,840 – é o segundo maior, atrás do IDH do Distrito Federal. A incidência de homicídios 11,7 por 100 mil habitantes, em 2011, a quarta menor do país, e muito inferior à média da região, de 29,4.

CAPITAL Florianópolis ocupa parte do território continental e toda a ilha de Santa Catarina. Com paisagens de mangues, lagoas e dunas, soma mais de 40 praias e é um dos principais destinos turísticos do país.

A região metropolitana de Florianópolis desfruta o mais alto IDH entre as capitais. Florianópolis não é, porém, a mais populosa nem a mais rica cidade catarinense, posição ocupada por Joinville.

GEOGRAFIA

Área: 95.736,2 km2.

Relevo: terrenos baixos, enseadas e ilhas no litoral, planaltos a L e O e depressão no centro.

Ponto mais elevado: morro da Boa Vista, na serra da Anta Gorda (1.827 m).

Rios principais: Canoas, do Peixe, Itajaí-Açu, Pelotas, Peperi-Guaçu, Negro, Uruguai.

Vegetação: mangues no litoral, mata de araucária no centro, campos a sudoeste e faixas da floresta a leste e oeste.

Clima: subtropical.

Municípios mais populosos: Joinville (526.338), Florianópolis (433.158), Blumenau (316.139), São José (215.278), Criciúma (195.614), Chapecó (189.052), Itajaí (188.791), Lages (156.604), Jaraguá do Sul (148.353), Palhoça (142.558) (est. 2012).

Hora local: a mesma de Brasília.

Habitante: catarinense ou barriga-verde.

POPULAÇÃO

6.383.286 (est. 2012).

Densidade: 66,7 hab./km2 (est. 2012).

Cresc. dem.: 1,6% ao ano (2000-2010).

Pop. urb.: 83,5% (2011).

Domicílios: 2.121.000 (2011);

carência habitacional: 140.770 (2008).

Acesso à água: 83,9%;

acesso à rede de esgoto: 22,9% (2011).

IDH: 0,840 (2005).

SAÚDEMort. inf.: 15‰ (2009).

Médicos: 17,4 por 10 mil hab. (2011).

Leitos hosp.: 1,8 por mil hab. (2011).

EDUCAÇÃO

Educ. infantil: 274.329 matrículas (82,1% na rede pública).

Ensino fundamental: 865.333 matrículas (90,1% na rede pública).

Ensino médio: 250.780 matrículas (85,9% na rede pública) (2011).

Ensino superior: 204.235 matrículas (27,6% na rede pública) (2010).

Analfabetismo: 3,9% (2011);

analfabetismo funcional: 14,2% (2011).

GOVERNOGovernador: Raimundo Colombo (PSD).

Senadores: 3.

Dep. federais: 16.

Dep. estaduais: 40.

Eleitores: 4.739.345 (3,4% do eleitorado brasileiro) (jul./2012).

Sede do governo: Centro Administrativo. Rod. SC-401, km 5, 4600, Saco Grande, Florianópolis. Tel. (48) 3221-3186. Site: http://www.sc.gov.br.

ECONOMIA

PIB: R$ 152,5 bilhões;

participação no PIB nacional: 4% (2010).

Composição do PIB: agropec.: 6,7%;

ind.: 34,1%;

serv.: 59,2% (2010).

PIB per capita: R$ 24.398 (2010).

Export.: (US$ 9 bilhões): carne de aves (21%), máquinas e equipamentos (16%), preparações alimentícias (10%), fumo (10%), motores elétricos (7%), carne suína (5%), produtos siderúrgicos (3%), produtos das indústrias químicas (2%), móveis de madeira (2%), outros (24%).

Import.: (US$ 14,8 bilhões): fios, tecidos e confecções (12%), plástico e seus produtos (11%), máquinas e equipamentos (11%), cátodos de cobre (11%), produtos das indústrias químicas (9%), materiais/aparelhos elétricos e eletrônicos (8%), alimentos (7%), ferro, aço e suas obras (7%), borracha e seus produtos (5%), outros (19%) (2011).

TELECOMUNICAÇÕES

Telefonia fixa: 1,7 milhão de linhas (mai./2012).

Celulares: 8,1 milhões (mai./2012).

Domicílios com computador: 1,2 milhão;

acesso à internet: 992 mil (2011).

VIOLÊNCIAOcorrências criminais: 186.211;

homicídios dolosos: 11,7 (por 100 mil hab.);

roubos: 231 (por 100 mil hab.);

furtos: 986,8 (por 100 mil hab.);

estupros: 37,3 (por 100 mil hab.);

delitos envolvendo drogas: 134,2 (por 100 mil hab.) (2011).

CAPITAL

Florianópolis.

Habitante: florianopolitano.

População: 433.158 (est. 2012).

Veículos: 281.720 (mai./2012).

Prefeito eleito: Cesar Souza Júnior (PSD).

Nº de vereadores: 16.

Data de fundação: 23/3/1726.

HISTÓRIA

Diversas expedições exploram o litoral catarinense desde o início do século XVI. Em 1532, a expedição de Sebastião Caboto troca o nome da Ilha dos Patos para Santa Catarina. O interior dessa região fica fora dos domínios portugueses delimitados pelo Tratado de Tordesilhas.

Em 1534, o território é doado a Pero Lopes de Souza, irmão de Martim Afonso de Sousa, donatário da capitania de São Vicente. Somente um século mais tarde começam as primeiras atividades colonizadoras, com a criação de povoados como o de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco e o de Nossa Senhora do Desterro, na ilha de Santa Catarina, futura Florianópolis. Depois de assinar o Tratado de Madri (1750), Portugal passa a incentivar a imigração açoriana para a Região Sul do país. Os colonos se fixam especialmente na faixa litorânea.

IMIGRAçÃO Durante o período da Regência, a província se envolve na Revolta dos Farrapos (1835/1845), em que se insurge contra o governo central. No Segundo Reinado e na República Velha, Santa Catarina recebe grande quantidade de alemães, italianos e eslavos, que se estabelecem em colônias no Vale do Itajaí. Organizados em propriedades familiares, os imigrantes lançam as bases de uma economia diversificada. Nesse processo, destaca-se a Guerra do Contestado (1912/1916), em que camponeses pobres entram em violento confronto por terra e contra a política agrária.

INDUSTRIALIZAÇÃO Da década de 1940 em diante, a modernização do país não modifica substancialmente a base econômica e social construída pelos imigrantes. Em algumas cidades, como Joinville, Brusque, Blumenau e Criciúma, o artesanato familiar evolui para a moderna e diversificada atividade industrial. Mais para o interior, em cidades como Lages, Rio do Sul, Joaçaba, Chapecó e Concórdia, as pequenas e médias propriedades familiares sustentam e expandem grande complexo madeireiro, moveleiro e agroindustrial.

FATOS RECENTES

Ciclones, vendavais e tempestades têm atingido o estado, causando prejuízos e mortes. Durante o ano de 2010, 184 cidades catarinenses decretam situação de emergência ou estado de calamidade pública por causa dessas intempéries.

Em 2011, durante os meses de janeiro e de agosto, mais de 160 mil pessoas ficam desalojadas ou desabrigadas, em mais de 100 municípios afetados. Em agosto, o governo federal aprova a liberação de 43 milhões de reais para o estado.

PATRIMÔNIO O Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional concede, em 2011, o primeiro tombamento definitivo de paisagem cultural. São 13 imóveis em seis cidades de Santa Catarina, que formam os roteiros de colonização percorridos por alemães, italianos, poloneses e ucranianos a partir do século XIX.

ESTIAGEM Nos primeiros meses de 2012, o estado é atingido pela pior seca em 50 anos, que atinge 120 municípios.

POLÍTICA Em maio de 2012, investigações da Polícia Federal envolvem o governo de Santa Catarina com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, cuja prisão, em Goiás, já deflagrara a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito no Congresso. Ênio Branco, secretário de Comunicação catarinense, aparece em escutas negociando a construção de uma rodoviária em Florianópolis com aliados de Cachoeira.

ELEIÇÕES Em outubro de 2012, Cesar Souza Júnior (PSD) é eleito prefeito de Florianópolis, com 52,6% dos votos válidos no segundo turno.

VIOLÊNCIA Em novembro de 2012, Santa Catarina enfrenta uma onda de violência, juntamente com São Paulo. Em diversas cidades ocorrem assassinatos de civis e policiais, incêndios a ônibus, e toques de recolher são anunciados pelos criminosos. A principal hipótese para a violência é a ação de organizações criminosas do tráfico de drogas e armas.

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