O pouso da China na lua muda o jogo

A missão chinesa foi conduzida pela necessidade de demonstrar seu poder. Confira mais no editorial do Observer
por The Observer — publicado 17/12/2013 06:19, última modificação 17/12/2013 07:07
 
CCTV / AFP
Chang'e-3Imagem feita pelo veículo espacial chinês Jade Rabbit mostra a sonda Chang’e-3 na Lua, no domingo 15

O sucesso da missão chinesa Chang’e 3 de pouso na lua deve ser recebido como uma vitória científica. Colocar um pacote de instrumentos em segurança na superfície lunar só foi alcançado por dois outros países, os Estados Unidos e a antiga União Soviética. Como ilustração de sua florescente perícia tecnológica, a China não poderia ter-se saído melhor – apesar de o vasto investimento necessário para alcançar esse objetivo levantar uma pergunta óbvia: por que viajar até a lua, afinal?

Existem várias respostas. Para começar, a lua é rica em minérios que poderão um dia nos fornecer matérias-primas já esgotadas na Terra. A lua também é um bom lugar para se testar as tecnologias necessárias para explorar outros mundos mais distantes. São bons motivos para fazer viagens à lua, embora nenhum deles fosse uma das razões centrais da China. Seu principal objetivo era muito mais simples. Na missão Chang’e 3, ela mostrou ao mundo, e à Ásia em particular, que hoje é uma potência tecnológica de grande alcance. Para um país que começou a flexionar os músculos militares, sua presença em outro mundo demonstra perfeitamente sua capacidade nacional. Devemos tomar nota.

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