IBGE: brasileiro casa mais vezes e uniões duram menos

ROBERTA PENNAFORT – Agência Estado

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou crescimento, na última década, da proporção de recasamentos no Brasil, ou seja, de pessoas que se casaram mais de uma vez. Em 2002, do total de casamentos, 13,4% eram de casais em que pelo menos um dos entes era divorciado; em 2012, o índice havia subido para 21,8% – o que significa um aumento de 62,7% nos recasamentos.

Em 2012, foram registrados 1.041.440 casamentos no Brasil, um aumento de 1,4% em relação a 2011. Os casamentos estão resistindo menos ao tempo: a duração média passou de 17 anos, em 2007, para 15, em 2012. Os números são da pesquisa Estatísticas do Registro Civil, divulgada nesta sexta-feira, 20, pelo IBGE.

Outra constatação do IBGE foi o aumento da idade da mulher e do homem ao se casar. Entre homens, em 2002, a idade era, em média, 26 anos; entre mulheres, era 23; em 2012, as idades foram para 28 e 25, respectivamente. Isso é reflexo do crescimento da escolaridade e da inserção no mercado de trabalho, que fazem com que os jovens casais adiem a união.

O IBGE verificou o aumento, em todas as regiões do País, da proporção de casamentos em que a mulher é mais velha do que o parceiro – o índice passou de 20,7% do total de casamentos, em 2002, para 24% em 2012. Um dado interessante é que a taxa de nupcialidade entre os homens de 60 anos ou mais é três vezes superior à das mulheres da mesma idade, o que reflete os enlaces entre senhores e mulheres mais jovens.

Divórcios

Em relação aos divórcios, houve ligeira redução. Na série histórica dos últimos dez anos, a taxa de divórcios de 2012 aparece como a segunda maior desde 2002 – 2,5 a cada mil habitantes com mais de 20 anos, ante 1,2 a cada mil. Em 2012, houve 341.600 divórcios concedidos em 1ª instância e sem recursos ou por escrituras extrajudiciais, uma redução de 1,4% em relação a 2011.

Os números da pesquisa Estatísticas do Registro Civil são referentes a nascimentos, óbitos, casamentos e divórcios registrados em 2012, e coletados nos Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais, Varas de Família, Foro ou Varas Cíveis e os Tabelionatos de Notas de todo o Brasil. A divulgação é anual. Os dados são importantes para se entender a evolução populacional do País e subsidiar políticas públicas.

 

 

Mulheres em todo o País adiam a maternidade

ROBERTA PENNAFORT – Agência Estado

As brasileiras têm filhos cada vez mais tarde, em especial nas capitais. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constatou que a taxa de gravidez na adolescência cai, enquanto cresce a proporção de nascimentos entre os grupos de mulheres acima de 30 anos – o que corrobora as conclusões do Censo de 2010.

Enquanto a média brasileira de nascimentos entre mulheres de 30 a 44 anos é de 30,2%, no Distrito Federal é de 38,3%. Nesse quadro, também se destacam o Rio Grande do Sul (36%), e São Paulo (35,8%). “A pesquisa derruba o mito de que a gravidez na adolescência está crescendo no Brasil”, aponta o coordenador de População e Indicadores do IBGE, Cláudio Crespo.

Quanto maior a renda e a escolaridade da mulher, mais se posterga a maternidade. Mas isso também é observado nas classes populares, diz a pesquisadora Rosângela da Silva Santos, professora da Faculdade de Enfermagem da Universidade Estadual do Rio (Uerj) e ex-presidente da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiras Obstetras. “As mulheres sabem que filho custa caro e preferem construir sua casa, conseguir trabalho e juntar algum dinheiro para, então, tentar engravidar. Os números refletem todo um processo de emancipação feminina.” O IBGE observa que a ocorrência da gravidez durante a infância – com menos de 14 anos – se manteve estável na década, com 0,8% dos nascimentos.

 

Morre mais homem que mulher até 79 anos, diz IBGE

ROBERTA PENNAFORT – Agência Estado

Os homens morrem mais do que as mulheres em todas as faixas etárias até os 79 anos – a partir dos 80, elas respondem por porcentual maior nas estatísticas de óbito por ter vida mais longa. A fase mais perigosa é a juventude: a mortalidade masculina entre os 15 e 24 anos por causas externas (acidentes de trânsito, homicídios e suicídios) superou a feminina na razão de 4 para 1.

A proporção de falecimentos violentos aumentou em 2012, principalmente no Norte e Nordeste, embora a maior taxa do Brasil esteja no Centro-Oeste. Sergipe (80,7%), Bahia (78,3%) e Alagoas (77,7%) têm as proporções mais altas de mortes violentas entre jovens de 15 a 24 anos de idade do sexo masculino. As mulheres correm mais riscos no Espírito Santo e no Tocantins, Estados em que a proporção feminina ficou em 47% e 45,9%, respectivamente.

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