Estônia

Estônia

República da Estônia (Eesti Vabariik)

paises-estonia-bandeira-464Crédito: AA

A Estônia é a menor e a mais ocidentalizada das repúblicas bálticas, assim chamadas por sua localização, na costa do mar Báltico – as outras são Letônia e Lituânia. Sua população divide com a Finlândia a mesma origem etnolinguística. A nação torna-se importante centro industrial na era soviética. Com a dissolução da União Soviética (URSS), no início dos anos 1990, a Estônia obtém melhores resultados que seus vizinhos na transição ao livre mercado – em parte graças aos laços com Finlândia e Suécia.

GEOGRAFIA

Área:45.227 km2.

Hora local: +5h.

Clima: temperado continental.

Capital: Tallinn.

Cidades: Tallinn (393.222), Tartu (97.600), Narva (58.663), Pärnu (39.728), Kohtla-Järve (37.201) (2011).

MEIO AMBIENTE

Disponibilidade de água:9.696 m3 per capita.

Emissão de CO2:16 milhões t (2009).

Florestas:2,2 milhões de ha (52%) (2010).

POPULAÇÃO

1,3 milhão (2013);

nacionalidade:estoniana;

composição:estonianos 67,9%, russos 25,6%, ucranianos 2,1%, bielo-russos 1,3%, outros 3,1% (2000).

Idiomas:estoniano (oficial), russo.

Religião:cristianismo 70,8% (sem filiação 27%, ortodoxos 25,4%, protestantes 18%, outros 4,5% – dupla filiação 4,1%), agnosticismo 24%, ateísmo 4,7%, outras 0,5% (2010).

EDUCAÇÃO

Gastos com educação: 5,7% do PIB (2010).

GOVERNO

República com forma mista de governo.

Div. administrativa:15 condados.

Presidente:Toomas Hendrik Ilves (SDE) (desde 2006, reeleito em 2011).

Primeiro-ministro:Andrus Ansip (ER) (desde 2005, reeleito em 2007 e em 2011).

Partidos:da Reforma Estoniana (ER), de Centro Estoniano (EK), União da Pró-Pátria e Res Publica (IRPL), Social Democrata Estoniano (SDE).

Legislativo:unicameral – Assembleia do Estado, com 101 membros: bloco governista (55,4%) [ER (32,7%); IRPL (22,7%)]; EK (25,7%); SDE (18,8%).

Constituição:1992.

ECONOMIA

Moeda:euro*.

PIB:US$ 21,9 bilhões (2012).

Inflação anual:4% (2012).

Reservas internacionais:US$ 287 milhões (2012).

Superávit orçamentário:1% do PIB (2011).

Dívida pública:7,1% do PIB (2011).

Força de trabalho:700,5 mil (52,3%) (2011).

Desemprego:12,5% (2011).

DEFESA

Exército:5,3 mil;

Marinha:200;

Aeronáutica:250 (2012).

Gastos:US$ 434 milhões (2012).

RELAÇÕES EXTERIORES

Organizações:Banco Mundial, FMI, OCDE, OMC, ONU, Otan, UE.

*Substitui a coroa estoniana, que deixa de circular em 2011.

HISTÓRIA 

Na Idade Média, os estonianos são dominados por vikings, russos e outros invasores. No século XIII, o território é dividido entre os dinamarqueses e os cavaleiros teutônicos (germânicos). Em 1629, a Suécia invade a região, que em 1721 é incorporada como província ao Império Russo. Durante a primeira revolução contra o czarismo na Rússia, em 1905, eclode na Estônia um levante nacionalista, duramente reprimido. Em 1920, a nação torna-se independente pela primeira vez, após breve período sob ocupação dos comunistas russos e de tropas alemãs, no fim da I Guerra Mundial. Em 1934, o líder nacionalista Konstantin Päts, no governo desde 1920, dá um golpe de Estado e estabelece uma ditadura, com o apoio da Alemanha.

ANEXAÇÃO À URSS

O tratado de não agressão assinado por soviéticos e alemães, em 1939, abre espaço para que a URSS anexe o país, em 1940. Milhares de estonianos são deportados para a Sibéria. Em 1941, a Alemanha entra em guerra contra a URSS. A Estônia é invadida pelos nazistas, que são expulsos pelos soviéticos em 1944. Com o fim da II Guerra Mundial, a Estônia reintegra-se à URSS e é submetida à russificação – transferência maciça de russos para o país. Em 1940, 90% de sua população era etnicamente estoniana; em 1989, esse percentual cai para 61,5%.

NACIONALISMO

Aspirações nacionalistas afloram com a abertura política (glasnost) do presidente soviético Mikhail Gorbatchov, a partir de 1985. A oposição forma frentes populares que lutam pela independência. Sob pressão do movimento separatista, em 1988 o Soviete Supremo (Parlamento) da Estônia declara soberania. Em 1990, os nacionalistas obtêm dois terços das cadeiras nas eleições legislativas, e o Parlamento restaura os artigos da Constituição de 1938 que definiam a Estônia como Estado independente. Um plebiscito realizado em 1991 aprova a independência com 78% dos votos, reconhecida pelos soviéticos. A nação não adere à Comunidade dos Estados Independentes (CEI), criada com a extinção da URSS.

RUSSOS ÉTNICOS

A Lei da Cidadania, aprovada em 1992, restringe o direito de voto a quem já era cidadão estoniano em 1940, a seus descendentes e aos raros estrangeiros com cidadania concedida. Assim, a comunidade russa e outras minorias são excluídas das eleições naquele ano. A coligação nacionalista União Pró-Pátria (I), vencedora, aprova um rigoroso Estatuto dos Estrangeiros. A Rússia, em contrapartida, interrompe a retirada de suas forças do país. A Estônia então ingressa, em 1994, no Programa de Parceria para a Paz, da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), etapa preliminar para a adesão à aliança militar ocidental. A mediação dos Estados Unidos (EUA) leva a Rússia a completar a desocupação militar da Estônia em 1995.

ELEIÇÕES

Uma aliança liderada pelo Partido da Coalizão Estoniana vence as eleições de 1995 e prioriza a adesão à União Europeia (UE). Após as eleições de 1999, o nacionalista Pró-Pátria (I) forma coalizão com a centro-direita. Em 1999, o Parlamento aprova uma lei que exige dos funcionários públicos fluência no idioma estoniano, sob protestos da minoria russa. A lei é revogada em 2001.

ENTRADA NA UE

O partido de centro-direita União para a República Res Publica (RP) vence as eleições de 2003. O país ingressa na UE e, em 2004, na Otan. Em 2005, Andrus Ansip (ER) é o no-vo primeiro-ministro. Em 2006, os partidos RP e I fundem-se, formando o União da Pró-Pátria e Res Publica (IRPL). Toomas Hendrik Ilves, do Partido Social Democrata Estoniano (SDE), é eleito presidente. O ER vence as eleições de 2007 e forma coalizão com o IRPL e com o SDE.

GUERRA CIBERNÉTICA Em 2007, a Rússia é acusada de estar por trás dos ataques promovidos por hackers aos sites do governo da Estônia, no que é considerada a primeira ciberguerra. O país entra em recessão em 2008.

 

FATOS RECENTES

Em janeiro de 2011, a nação adota o euro. Nas eleições de março, a coalizão de centro-direita formada por ER e IRPL mantém-se à frente do governo (veja a composição parlamentar em Dados Gerais). Em agosto, o presidente Ilves é reeleito pelo Parlamento para mais cinco anos de mandato.

ECONOMIA Graças ao aumento da demanda interna, a economia da Estônia cresce 7,6% em 2011, o melhor desempenho na UE. O déficit orçamentário cai para 6,7% do PIB. Apesar da recuperação econômica, em março de 2012, professores de escolas públicas param de trabalhar, exigindo melhores salários. A greve, a maior do país no pós-guerra, recebe o apoio de outras categorias profissionais.

FRONTEIRAS Em maio de 2013, o governo finaliza o esboço de um tratado fronteiriço com a Rússia, que revê pontos de um acordo de 2005 e delimita as áreas marítimas em Narva e no Golfo da Finlândia. Mas, em agosto, autoridades russas afirmam que a proposta ainda precisa de ajustes.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s