BofA diz que agora é a hora certa para dividir os BRICs: “nunca fez muito sentido”

Leia no original:

http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/5947371/bofa-diz-que-agora-hora-certa-para-dividir-brics-nunca

“Sim, eles são grandes em termos de população e em relação à participação do PIB. Mas, por outro lado, são um grupo estranho”

SÃO PAULO – Faz muito tempo que os BRICs, sigla criada em 2001 por Jim O’Neill, estão sendo contestados como grupo que representa a ascensão dos emergentes na economia global. E, em relatório, o Bank of America Merrill Lynch destacou o seu ceticismo com o antes tão celebrado acrônimo, sugerindo: “é hora de dividir os Brics”.No relatório, o banco destaca que nunca achou que agrupar os quatro países fazia sentido em termos de análise da economia global. “Sim, eles são grandes em termos de população e em relação à participação do PIB. Mas, de outro lado, são um grupo estranho”, afirma o economista Ethan Harris.

Ele ressalta que dois são grandes produtores de commoditiesBrasil e Rússia -, enquanto outros dois são grandes consumidores – China e Índia. Além disso, as moedas e as economias estão frequentemente fora de sintonia. Harris aponta ainda que os sistemas políticos e modelos de crescimento são diferentes e as nações não possuem fortes laços políticos além dos encontros dos BRICs, enfrentam diferentes desafios políticos e mesmo a questão geográfica não é parecida: em 2015, o crescimento da população foi de 0,2% na Rússia e 0,5% na China, mas de 0,9% no Brasil e de 1,2% na Índia. Isso significa algo bastante diferente na distribuição etária entre os países, com mais crianças nos dois últimos países.

“Esses companheiros se tornaram ainda mais estranhos nesses anos. Brasil e Rússia têm enfrentado recessões profundas e agora enfrentam recuperações tímidas”, afirma o BofA. Além disso, o economista destaca que em contraste, o crescimento de China e Índia continua robusto. Para Brasil e Rússia pode não estar correto assumir um crescimento do PIB per capita, afirma o banco ao apontar que, para isso, são necessárias políticas efetivas.

“Talvez os BRICS [incluindo a África do Sul, que entrou no grupo em 2011] podem ser reduzidos para IC”, afirma Harris, defendendo apenas a permanência de Índia e Rússia. Assim, o economista aponta que é hora de dividir os BRICs e que, no grupo de economias emergentes, há muito mais temas em comum como a distinção entre produtores e consumidores de commodities e entre países com população mais velha e mais jovem.

Vale destacar que o BofA já havia destacado o seu ceticismo com o termo anos atrás, mais precisamente no final de 2014. Os estrategistas do banco recomendaram “esquecer” Brasil e Rússia em 2015 e se concentrarem em Índia e China.

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